O Nascimento do CHARIS e sua importância para a Renovação Carismática Católica
Discurso do Cardeal Kevin Farrel · Prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida

Estou grato por esta oportunidade de vir e falar diante de tantos líderes da Renovação Carismática Católica sobre a visão, que gerou a existência do CHARIS, e sobre a razão da importância do CHARIS para o futuro da Renovação Carismática e para a Igreja. Em particular, gostaria de agradecer a Jean-Luc Moens, Moderador do CHARIS, e ao Frei Raniero Cantalamessa O.F.M., Assistente Eclesiástico, bem como cumprimentar os membros do Serviço Internacional de Comunhão.

CHARIS: uma iniciativa Papal

Quando se fala da origem do CHARIS, a primeira coisa a salientar é que a ideia provém diretamente do próprio Papa Francisco. Acho que ele surpreendeu quase todo mundo quando escreveu aos Presidentes do ICCRS e da Fraternidade Católica em 2015 pedindo-lhes, inicialmente, que refletissem sobre as vantagens de se formar um único serviço para a Renovação Carismática Católica em todo o mundo e, então, em uma segunda carta, pedindo-lhes para que se inserissem ativamente no processo que levou à criação do CHARIS.

Penso que está claro para todos nós que o principal objetivo do Santo Padre não era organizacional, mas pastoral. Como um bom pastor ele acompanhou o processo desde o primeiro dia. Posso lhes dizer que, durante o período de três anos que antecedeu o estabelecimento do CHARIS, o Santo Padre pediu-me freqüentemente notícias sobre como o projeto estava progredindo.

Um momento especial na história da Renovação Carismática

As cartas do Papa Francisco relativas ao CHARIS dizem claramente que o testemunho que a Renovação Carismática dá à Igreja é mais eficaz quando é um testemunho de unidade e de serviço, que aqueles que lideram devem lutar por isto, e que é absolutamente necessário fortalecer a unidade na Renovação Carismática Internacional. Ele também salienta que estamos atualmente em um tempo especial na história da Renovação Carismática Católica, depois de cinquenta anos, é um bom momento para fazer um balanço das coisas e pensar honestamente sobre a melhor maneira de servir ao Senhor e à Sua Igreja.

Não devemos nos surpreender que o Santo Padre tenha ideias muito específicas sobre o papel da Renovação Carismática Católica, porque ele mesmo explicou que, como Bispo, ele lentamente passou a apreciar o desenvolvimento de uma vida cristã autêntica proporcionado pelo Batismo no Espírito Santo; e ao final de seu tempo como Arcebispo de Buenos Aires ele também foi o delegado da Conferência Episcopal da Argentina para a Renovação Carismática Católica. A visão que o Papa Francisco estabelece para a Renovação Carismática Católica e as tarefas que ele tem estabelecido para seus líderes e para seus membros fazem parte de como o Papa Francisco exerce o carisma de Pedro, e de como ele procura cumprir sua missão como Pastor da Igreja Universal. O que o Papa demanda da Renovação Carismática Católica hoje e para o futuro requer que ela compreenda a si mesma como um instrumento pastoral a serviço do Sucessor de Pedro. Isso significa que devemos compreender com profunda docilidade que a Renovação Carismática Católica não pertence aos seus membros, mas sim, à Igreja. Isso pode nos surpreender: afinal, a Renovação não foi uma iniciativa episcopal ou pontifícia. A Renovação Carismática realmente tem crescido de baixo para cima, de pessoa para pessoa, através de uma série de iniciativas privadas, movidas pelo Espírito, como um incêndio florestal impulsionado por um poderoso vento.

Trata-se de um cumprimento do desejo de Jesus: “Eu vim para incendiar a terra e gostaria que ela já estivesse acesa” (Lc 12, 49). E, no entanto, muitas vezes é assim que o Espírito move a Igreja: mudando a vida das pessoas através de um encontro pessoal com Ele, convencendo Pastores a prestarem atenção – para discernir e então confirmar a presença do Espírito e encorajar Sua obra divina. Há exemplos disso ao longo da história da Igreja. Basta considerar a vida de Francisco de Assis, homem leigo que permitiu a Deus moldar a sua vida e, ao fazê-lo, lançou a centelha para uma profunda renovação da Igreja cujos frutos são ainda visíveis hoje. De fato, quando o Papa Francisco fala da Renovação Carismática Católica como uma “corrente de graça”, recorda-nos de como o então Cardeal Ratzinger falou do dom que foi dado à Igreja através da docilidade de Francisco de Assis. Sim, existem ordens e comunidades franciscanas, mas há uma corrente espiritual que as envolve e ultrapassa e que se tornou patrimônio de toda a Igreja. Da mesma forma, a Renovação Carismática Católica tem dado origem a comunidades e institutos específicos, mas essa corrente de graça vai além deles, e não pertence a nenhum deles.

O Papa Francisco exorta, portanto, a Renovação a adentrar numa maturidade eclesial cada vez mais profunda em relação à sua identidade e missão, e o CHARIS é o instrumento dado a serviço desse processo de maturidade. A Renovação Carismática Católica, por causa desta identidade eclesial, recebe a confirmação de sua identidade dos Pastores da Igreja.

O amadurecimento gradual da Renovação Carismática Católica e sua identidade eclesial é algo que todos os Romanos Pontífices que conheceram a Renovação encorajaram e acompanharam.

São Paulo VI, dirigindo-se ao Congresso Carismático Internacional em Roma em 1975, apresentou um autêntico discernimento eclesial quando confirmou a Renovação Carismática Católica como “uma oportunidade para a Igreja e para o mundo” e sublinhou três princípios de discernimento estabelecidos por São Paulo a fim de melhor “examinar tudo e reter o que é bom” (I Ts 5,12). Esses princípios são:

1) Fidelidade à doutrina autêntica da fé – se algo contradiz a fé, não vem do Espírito;

2) Dar prioridade aos dons superiores – os dons superiores são aqueles dons dados a serviço do bem comum;

3) A busca da caridade – porque somente o amor une todos os dons e os tornam perfeitos (Cl 3, 14).

Quando São João Paulo II falou aos participantes da Quarta Conferência Internacional de Líderes em 1981, ele repetiu esses princípios como sendo fundamentais para aqueles que lideram a Renovação Carismática Católica, e observou como, desde 1975, os líderes da Renovação já haviam “desenvolvido uma visão eclesial mais abrangente e […] implementaram esforços para tornar essa visão cada vez mais uma realidade para aqueles que dependem de suas orientações”.

Foi também São João Paulo II, durante o Grande Jubileu do ano 2000, em uma mensagem ao Encontro Mundial da Renovação Carismática Católica, que convocou a Renovação Carismática – e as comunidades inseridas na Renovação em particular – a avançar para uma maior maturidade eclesial, e encarregou a liderança internacional de ajudar a desenvolver ainda mais essa consciência eclesial.

Quando o Papa Bento XVI falou em um encontro da Renovação Carismática Católica na véspera do Pentecostes de 2012, convidou-os a acolher o poder do Espírito Santo a fim de se “crescer em confiança e em abandono à Sua vontade, em fidelidade à nossa vocação e no compromisso de se tornar adultos na fé, na esperança e na caridade, […] maduros e responsáveis, […] pequenos, humildes e servos diante de Deus”. Para essa maturidade, ele sublinhou a importância de um “humilde e desinteressado” exercício de dons para o bem comum, construído solidamente sobre a rocha da Palavra de Deus (Mt 7, 24-25), e guiado pela docilidade ao Magistério da Igreja.

É evidente que esse caminho de maturidade eclesial, como afirmou o Papa Francisco, está entrando em uma nova fase, e o CHARIS é um instrumento desejado pelo Santo Padre a serviço deste propósito. Durante o Jubileu de Ouro de 2017, à noite, no Circo Máximo, o Santo Padre convidou a todos nós dizendo: “Desejo-lhes um momento de reflexão, de recordação de suas origens; um tempo para deixar para trás todas as coisas acrescentadas pelo egoísmo e transformá-las em escuta e alegre acolhida da ação do Espírito Santo”.

A Renovação hoje é uma força espiritual que permeia a vida de milhões de pessoas através do Batismo individual e da Efusão do Espírito Santo, bem como uma forma organizada de apostolado; também assume tarefas e missões que vão além da autonomia que os fiéis têm para se organizar para evangelizar e buscar a santidade. A Renovação Carismática Católica, nesse sentido, recebe sua missão da Igreja. De maneira muito específica, é o Santo Padre, o Papa Francisco que, em nossos dias, tem dado indicações claras do que é essa missão. É por causa da missão eclesial investida na Renovação Carismática Católica que o Papa Francisco inspirou a criação do CHARIS. Ademais, é por causa da natureza pública desta missão eclesial que o CHARIS tem sido dotado de personalidade jurídica pública.

Então, qual é essa missão?

O Santo Padre tem dito à Renovação Carismática Católica que toda a Igreja precisa de sua ajuda para viver o Evangelho. Quando o Santo Padre fala à Renovação Carismática Católica, ele se dirige ao mesmo tempo a toda e qualquer pessoa que compartilha dessa corrente de graça, e também aqueles que desempenham papéis de liderança, porque todos são responsáveis,  cada um de acordo com sua própria situação e função, de como a Renovação serve a Igreja.

O CHARIS é concebido para estar ao serviço de todas estas pessoas e grupos, de modo a ajudá-los a responder a estas expectativas:

1) O Santo Padre espera uma conversão pessoal permanente ao amor de Jesus, testemunhado em uma vida alicerçada no Evangelho e consistente com ele.

Para esta conversão pessoal, devemos notar que ela flui do Batismo no Espírito Santo e do encontro pessoal com Cristo. Todos nós sabemos que a adesão ao Evangelho não é, antes de mais nada, um esforço moral de obediência, mas sim, uma disposição de, vez após vez, escolher o discipulado.

2) Ele espera que compartilhemos com todas as pessoas da Igreja a graça do Batismo no Espírito Santo.

3) Ele espera que evangelizemos usando a Palavra de Deus para proclamar que Jesus é o Senhor e que o Seu amor é para todas as pessoas.

Já recordamos de quando o Papa Bento XVI, em 2012, disse-nos que para construir nossa casa na rocha que é a Palavra de Deus (Mt 7, 24-25) é preciso docilidade ao Magistério da Igreja. Ele eleva esse entendimento quando diz na mesma ocasião: “Portanto, é necessário formar consciências à luz da Palavra de Deus e isso confere firmeza e verdadeira maturidade; a Palavra de Deus da qual todo projeto eclesial e humano extrai sentido e impulso, também para edificar a cidade terrena (Sl 127: 1). As almas das instituições devem ser renovadas e a história deve se tornar fértil com as sementes da nova vida”.

Durante o Grande Jubileu do ano 2000, São João Paulo II exortou a Renovação Carismática: “Sempre busquem a Cristo! Busquem-No na meditação da Palavra de Deus, busquem-No nos sacramentos, busquem-No em oração, busquem-No no testemunho de seus irmãos e irmãs”. Em seu convite para voltar ao essencial do que a Renovação recebeu, o Papa Francisco nos exorta a redescobrirmos a Palavra de Deus como nosso primeiro amor. “Nos primeiros dias, costumava-se dizer que vocês carismáticos sempre carregavam uma Bíblia, o Novo Testamento […] Vocês ainda carregam uma hoje? […] Se não, voltem para este primeiro amor”.

4) Ele espera que sejamos um povo de oração e louvor.

5) Ele espera que estejamos próximos dos pobres e necessitados.

O Papa Francisco exorta a Renovação a ficar próxima dos pobres. Ele diz: “Em suas carnes vocês tocarão a carne ferida de Cristo”. Embora essa insistência tenha surpreendido algumas pessoas, ela esteve sempre presente no que os Papas pediram à Renovação Carismática Católica. Em 1975, São Paulo VI disse: “Não há limites para o desafio do amor: os pobres, os necessitados, os aflitos e os que sofrem em todo o mundo e perto de vocês, todos clamam a vocês, como irmãos e irmãs de Cristo, pedindo provas do seu amor, pedindo a Palavra de Deus, pedindo pão, pedindo vida”. São João Paulo II, em 2000, disse: “Sirvam a Cristo nas pessoas próximas a vocês, sirvam-No nos pobres, sirvam-No nas carências e necessidades da Igreja. Deixem-se guiar verdadeiramente pelo Espírito! Amem a Igreja ”. Ao amar os pobres, unindo-nos a seus corpos feridos, amamos a Cristo. Além disso, se formos dóceis ao Espírito Santo, podemos decidir dar a esses gestos concretos um significado adicional como gestos de amor à Igreja. Na reunião do Jubileu de Ouro no Circo Máximo, o Papa Francisco lembrou-nos que o testemunho da primeira comunidade Cristã em Jerusalém evidencia que “não havia uma pessoa necessitada entre eles” (At 4, 34), e que o Batismo no Espírito, o louvor e o serviço de nossos irmãos e irmãs estão “indissoluvelmente unidos”.

6) Ele espera que forneçamos um testemunho de ecumenismo espiritual, como algo devido aos nossos irmãos e irmãs em outras Igrejas e Comunidades Eclesiais.

No Circo Máximo, o Papa Francisco identificou a Renovação Carismática Católica como um instrumento de escolha da Igreja em seu esforço ecumênico. É sinal da providência de Deus que a mesma renovação da experiência de Pentecostes tenha surgido em todas as Igrejas e Comunidades Eclesiais. Existe, portanto, uma experiência espiritual compartilhada através da Renovação Carismática para os Cristãos de todas as denominações. A Renovação Carismática é providencialmente colocada como uma experiência que une os cristãos: nasceu como algo ecumênico. No amadurecimento de sua identidade eclesial, a Renovação Carismática Católica é chamada pelo Papa Francisco a participar de sua tarefa, como sucessor de Pedro, de reconciliar Igrejas e Comunidades Cristãs, “para que todos possam ser um”. Na mesma noite, o Frei Cantalamessa nos recordou que esse caminho ecumênico de amor poderia começar imediatamente: cada pessoa pode fazer isso agora. Ao mesmo tempo, ele continuou, a experiência espiritual compartilhada dos Cristãos em Renovação Carismática fornece um contexto no qual irmãos e irmãs que compartilham o mesmo Espírito podem se esforçar para “falar a verdade no amor” sobre as questões que nos separam e, desta maneira, empenharem-se na direção da unidade cristã. Claramente, com o Papa Francisco envolvendo a Renovação Carismática Católica neste esforço ecumênico institucional, há um ônus sobre o CHARIS no sentido de promover, discernir e ajudar a moldar os termos da participação da Renovação nesse processo. Como já dizia São João Paulo II em 1981: “Estejamos confiantes de que se nos rendermos à obra de genuína renovação no Espírito, este mesmo Espírito Santo trará à luz a estratégia do ecumenismo que conduzirá nossa esperança à realidade” de que todos sejam verdadeiramente um em Cristo.

7) Ele espera que busquemos e promovamos a unidade dentro da Renovação Carismática Católica, porque tal unidade é o sinal do Espírito.

O CHARIS acompanhará a Renovação enquanto ora e se esforça para deixar o Espírito Santo descer novamente, como em um novo Pentecostes. Parafraseando o Papa Francisco no Domingo de Pentecostes de 2017: o Espírito descanse em cada pessoa e depois reúna todos juntos em comunhão, dando novos dons a cada pessoa e reunindo todos em unidade, o mesmo Espírito criando unidade e diversidade. É nesta lógica que o CHARIS servirá a Renovação Carismática Católica, a serviço de todas as expressões de Renovação, dando apoio, fornecendo treinamento e formação, ajudando no discernimento, encorajando a missão e assistindo aqueles que servem em todos os níveis a fim de evitar as tentações recorrentes de buscar diversidade sem unidade e de buscar unidade sem diversidade.

O CHARIS procurará maneiras de encorajar todas as pessoas que compartilham as graças do Batismo no Espírito Santo a aceitar uma responsabilidade pessoal como homens e mulheres de comunhão, onde a renovada experiência do “perdão recebido e perdão dado” torne novos os corações e nos edifique como novas pessoas para o serviço do Senhor. Como Ezequiel profetizou: “Eu te darei um novo coração e porei um novo espírito em ti; Eu removerei de ti teu coração de pedra e te darei um coração de carne. E vou colocar o meu Espírito em ti e mover-te para seguir meus decretos e ter cuidado para manter minhas leis. […] Tu serás o meu povo e eu serei o teu Deus”(Ez 36, 26-28).

Conselhos aos Líderes

Por favor, permitam-me terminar com algumas considerações especificamente para aqueles entre vocês que são líderes na Renovação Carismática Católica. Tomo emprestado vários pontos de São João Paulo II, falando a pessoas como vocês em 1981, pois eles nos ajudam a entender como, dentro do CHARIS, cada um de nós é chamado a ser um servo.

Primeiramente, “O papel do líder é, em primeiro lugar, dar o exemplo da oração […] com esperança confiante, com solicitude cuidadosa, cabe ao líder garantir que o multiforme patrimônio da vida de oração da Igreja seja conhecido e experimentado por aqueles que buscam a renovação espiritual”.

 “Em segundo lugar, vocês devem se preocupar em prover alimento sólido para a nutrição espiritual através do partir do pão da verdadeira doutrina. O amor pela palavra revelada de Deus, escrita sob a direção do Espírito Santo, seja um penhor de seus desejos de ‘permanecerem firmes no Evangelho’ pregado pelos Apóstolos ”[…] Cuidem-se, então, de que como líderes vocês procurem uma sólida formação teológica formatada para assegurar a vocês, e a todos que dependem da orientação de vocês, uma compreensão madura e completa da palavra de Deus. “Deixem a palavra de Cristo, rica como ela é, habitar em vocês. Em sabedoria perfeita, instruís e admoestai-vos uns aos outros’ (Cl 3, 16-17)”.

 “Em terceiro lugar, como líderes na Renovação, vocês devem tomar a iniciativa de construir laços de confiança e cooperação com os Bispos, que têm a responsabilidade pastoral na providência de Deus para pastorear todo o corpo de Cristo, incluindo a Renovação Carismática. Mesmo quando eles não compartilham com vocês as formas de oração que vocês consideram tão enriquecedoras, eles levarão a sério seus desejos de renovação espiritual para si próprios e para a Igreja”.

Por favor, permitam-me um último ponto.

Fazendo um balanço do que recebemos e analisando o que deve ser feito para o futuro, verifica-se a exigência de que planejemos uma nova geração de líderes. Uma das funções da boa liderança é a capacidade de se planejar para um momento em que outros devem assumir a linha de frente e, como o Precursor João Batista; devemos diminuir e abrir caminho (Jo 3, 30). Na Igreja, isso é uma exigência saudável, e é por esta razão que os Estatutos do CHARIS incluem referências claras à renovação de nossas equipes de liderança. Na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, o Papa Francisco refere-se a várias tentações entre aqueles que servem à Igreja. Entre outros pontos, ele fala do desafio de proporcionar aos jovens um sentimento de pertença em nossas comunidades e estruturas. Ele observa que o Espírito Santo “abre novos caminhos para atender às suas expectativas e às suas buscas por uma profunda espiritualidade”, então o desafio para a Renovação Carismática Católica é o de fazer das nossas comunidades existentes lugares onde nós permitamos que os jovens nos conduzam em santidade e missão.

Conclusão

Minhas reflexões hoje fizeram pouca menção à Maria, mas quando falamos de vida no Espírito Santo ela raramente está distante. Minha oração para todos nós é que possamos aprender com ela, neste Pentecostes e em todo Pentecostes, como melhor receber o Espírito Santo e nos tornar discípulos. No final das contas, esta é a razão para a existência do CHARIS.